Quando muitos casos de uma doença contagiosa começam a ser reportados,
começam a surgir as dúvidas sobre como definir a situação que está ocorrendo: surto
ou epidemia? O que nem todos sabem é que cada termo representa não apenas um
nível de transmissão, mas uma delimitação do alcance da doença e de quais esforços
serão necessários para combatê-la.

Nesse post falaremos sobre essas definições e sobre o motivo de a
pandemia do novo coronavírus ter recebido essa alcunha.

 

 

Antes de mais nada…

O primeiro conceito importante a ser entendido na verdade é o de endemia. Trata-se de uma certa quantidade de casos que historicamente já ocorrem em determinada região do país e não se espalham para outros locais. Além disso, essas doenças podem ser sazonais, ou seja, sua frequência varia de acordo com a época do ano. Um exemplo é a febre amarela, que é considerada endêmica na região Norte do Brasil e a frequência aumenta no verão, que é a época mais quente do ano nesta região.

 

 

E quando deixa de ser uma endemia?

A endemia representa a presença contínua de uma enfermidade, ou agente infeccioso, em uma zona geográfica determinada, e pode também expressar a prevalência de uma doença particular numa zona geográfica. A doença só deixará de ser endêmica quando for erradicada ou tiver sua incidência cada vez mais rara. Em contrapartida, quando essa doença endêmica apresenta aumento inconsistente de casos, pode-se considerar que há um surto ou, dependendo da disseminação, uma epidemia local da doença. E é aí que a gente entra no cerne da questão: quais as diferenças entre surto, epidemia e pandemia? 

 

 

SURTO

Acontece quando há um aumento inesperado do número de casos de determinada doença em uma região específica. Os casos se restringem a uma área geográfica pequena e bem delimitada ou a uma população institucionalizada.

Em algumas cidades, a dengue, por exemplo, é tratada como um surto, pois acontece em regiões específicas, como um bairro, ou até mesmo em creches, quartéis e escolas. Quando apenas um ou poucos países têm uma epidemia, ela pode ser classificada a nível mundial como um surto, como é o caso do atual surto de ebola na República Democrática do Congo, na África.

 

EPIDEMIA

Costuma ser usada quando a delimitação geográfica, como um bairro, uma região ou um país já não ajudam a definir tão bem onde os casos da doença estão acontecendo e/ou quando muitas pessoas são afetadas. Portanto, já se assume que os casos (surtos) estão ocorrendo em várias regiões. Em 2014 o ebola, citado anteriormente, passou a ser considerado uma epidemia após atingir diversos países na África.

 

PANDEMIA

Em uma escala de gravidade, este é infelizmente o pior dos cenários. A pandemia acontece quando uma epidemia se estende a níveis mundiais, ou seja, se espalha por diversas regiões do planeta. Em 2009, a gripe A passou de uma epidemia para uma pandemia quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a registrar casos nos seis continentes do mundo.

 

 

A OMS declarou em 11 de março de 2020 a pandemia da Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus. A mudança de classificação não ocorreu devido à gravidade da doença, e sim à disseminação geográfica rápida que a COVID-19 tem apresentado.

 

Essa frase foi dita por Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, num painel que tratava das atualizações diárias sobre a doença. Segundo a entidade, nas duas semanas que antecederam ao anúncio do status de pandemia, o número de casos fora da China havia crescido 13 vezes e o número de países afetados triplicou. Na semana seguinte, o número de países afetados passou de 45 para 114, e o Brasil já tinha ao menos 35 casos confirmados. A pandemia estava comprovada.

 

 

Em resumo, epidemia e pandemia representam estágios de um surto. Hoje, enquanto o Brasil enfrenta a pandemia do novo coronavírus, alguns locais têm batalhas dobradas. Cidades do Pará, por exemplo, atravessam por um surto de sarampo. O Mato Grosso do Sul passa por uma epidemia de dengue, e até mesmo os nossos hermanos argentinos estão lutando contra o Aedes Aegypti, com uma epidemia que já tem 52 mil casos suspeitos.

 

Outras pandemias

A última vez que a OMS declarou uma pandemia foi em 2009, para o H1N1. Estima-se que a doença tenha infectado cerca de 1 bilhão de pessoas e matado milhares no primeiro ano de detecção. E há 100 anos, o mundo já havia enfrentado outra pandemia de gripe H1N1, a chamada gripe espanhola. Estima-se que 50 milhões de pessoas tenham morrido entre 1918 e 1920, sendo até então a pandemia que mais causou perdas à humanidade.

Atualmente o Brasil encontra-se entre os países com alto número de casos confirmados de COVID-19. Porém, o país apresenta um número de testes abaixo do necessário para o território nacional, de acordo com boletins divulgados pelo Ministério da Saúde. Pensando em minimizar essa necessidade a DFL disponibiliza testes para diagnóstico da COVID-19.

 

Conheça os kits IgG/IgM e o GenePro RT-PCR para COVID-19, trazidos ao Brasil pela DFL

 

Fontes: 

Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde 

Núcleo Telessaúde São Paulo

Agência Brasil   

Gaúcha Zero Hora

Revista Galileu